quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Labirintos

Eu estou preso, não há como sair daqui... Eu simplesmente estou em crise.

Eu não encontro um caminho certo, e cada vez que eu vejo um que me parece promissor, este me leva a um beco sem saida. E cada vez que eu tento subir pelas paredes e ver se encontro um novo caminho, eu caio no chão, porque não tem onde me apoiar.
Cada passo que me leva, me conduz a uma escuridão infinita de horrores e incertezas, e quando percebo não há mais como voltar e nem pra onde voltar. Eu estou sozinho e sempre estarei sozinho.
Mas quem sabe se alguem se perdesse aqui tambem, talvez além de mim, outros sofressem o que eu sofri, e talvez percebessem a dor que eu senti. E estas talvez me compreendam melhor e me procuram, assim poderiamos ficar sozinhos juntos.
E juntos, não ficariamos tão sozinhos se estivessemos sozinhos com nós mesmos. Neste gigantesco labirinto, eu me perco de todos que tentam me encontrar, e me perco tambem de mim mesmo, que já se cansa de procurar pelos outros. Pelos outros que não querem ser encontrados. Pelos outros que não querem me encontrar.
Então eu busco uma nova saida desse labirinto, para que mesmo que eu morra tentando achar essa porta milagrosa, aqueles que venham depois de mim encontrem pelo menos uma pista de para onde devem seguir, se assim quiserem prosseguir.

Labirintos são divertidos, quando se sabe a saida e não quando são tão gigantescos quanto a propria vida.

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